Ela me disse: eu quero a leveza de um amor tranquilo.
Amor fácil, meu bem, é para quem tem dificuldade de amar.
Para quem encontra no outro sempre mais amor do que tem em si.
Sempre a tranquilidade da atenção recíproca. A calma da linguagem exagerada do amor alheio.
Eu já funcionei assim. Vivendo da leveza de amores tranquilos. Esses amores que vem mais do que vão. E que talvez por isso, nunca façam morada.
Mas eu não sou desses.
Eu prefiro a porrada.
Os amores que deixam sem chão, sem fala.
Da insônia que ignora as responsabilidades.
Para que ter um amor tranquilo se a leveza leva ele embora?